Uma mala e um filósofo. (Que complicação! exclama.)
O relógio pára e recomeça três vezes.
Terminal da referência.
"Estou. Logo, inexisto."
Gente a lavar no rio. Outros que passam.
As metáforas de sempre reitero.
Percorro. Respiro.
Cinza e calçada.
Corropia-se o passeio.
A cidade.
Dupla: tudo e nada.
As pessoas que vêm de encontro.
A atenção já mecânica de não esbarrar nelas.
Desvios. Guinadas.
Um vendedor de castanhas. Uma sirene. Vidas.
Movimentos e espiral.
De fora para dentro, e por fim, de dentro para fora.
Vento.
O vento leva já até as pedras.
Mistura-se o caminho de volta e a infinidade da atmosfera.
Carga e descarga.
Implosão, explosão.
Sobra o vício. Terra só no papel.
Agita-se. Soma-se e subtrai-se terra ao papel.
Como um garimpeiro que procura o ouro. Como um pássaro que debica por lagartas. Como um poeta que anseia pelo mote.
"Vida, vida, vida!"
Palavras.
Estrondos, um cataclismo.
Palavras.
Cenário. O último take.
«Corta!»
Metragem curta.